Venda faz parte do plano de redução da dívida da holding brasileira. Dívida líquida chega a R$ 7,4 bilhões, segundo o último balanço divulgado pela empresa.
Estamos confiantes de que a história de crescimento da Aesop continuará sob o controle da L’Oréal e desejamos à Aesop sucesso contínuo neste novo capítulo”, diz em comunicado Fabio Barbosa, presidente-executivo da [Natura](https://g1.globo.com/tudo-sobre/natura/) &Co. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado encolheu 29%. O executivo afirmou que a companhia está focada em melhorar rentabilidade, fluxo de caixa e na retomada do crescimento.
A venda da Aesop apoia o plano estratégico da Natura &Co em reduzir alavancagem e focar na reestruturação operacional da companhia, como a integração da Avon e ...
Outras iniciativas, como mudanças na The Body Shop e integração da Avon com a Natura devem ser aceleradas. O Itaú BBA tem recomendação de compra para Natura &Co, com preço-alvo em R$ com preço-alvo em R$ 18. A perspectiva negativa do setor ainda pode pesar nas ações. O Goldman Sachs tem recomendação neutra para Natura &Co, com preço-alvo em R$ 14, potencial de alta de 3,16% sobre o fechamento de ontem. A XP tem recomendação de compra para Natura &Co, com preço-alvo em R$ 22, potencial de alta de 62,1% sobre o fechamento de ontem. Para o Goldman Sachs, a venda da Aesop por US$ 2,5 bilhões está em linha com o valor esperado pelo mercado, ajudando a aliviar a alavancagem da Natura &Co e permitindo que a empresa avance no seu processo de reestruturação.
Venda da Aesop pela Natura vai permitir redução da alavancagem da companhia brasileira e reforço da estrutura de capital.
“O desinvestimento da Aēsop marca um novo ciclo de desenvolvimento para Natura & Co. Para o Goldman Sachs, a transação é um movimento estratégico importante para a gigante de cosméticos brasileira. A Natura & Co (NTCO3) assinou um acordo para a venda da marca de luxo Aesop para a L’Oréal, em negócio avaliado (“enterprise value”) em US$ 2,525 bilhões (R$ 13 bilhões), disseram as empresas na noite da véspera (3).
Analistas destacam termos da venda para a L'Oréal acima do esperado e destacam continuidade da estratégia; condução da The Body Shop é alvo de debate.
Vemos tanto o valuation quanto a estrutura da transação como notícias positivas, dado que o foco de nossas recentes interações com investidores em relação a um potencial desinvestimento de Aesop foram: i) o preço pago pelo ativo, que ficou 26% acima das expectativas do mercado; e ii) a estrutura da transação, com a venda integral do ativo à vista e o pagamento no fechamento sendo o melhor cenário consensual. Para o JPMorgan, com a venda da Aesop, o principal catalisador se materializa, sendo de fato um movimento transformacional. O desempenho operacional da TBS tem sofrido desde o segundo semestre de 2021 e piorou substancialmente ao longo dos resultados trimestrais de 2022”, apontam os analistas. O pagamento pela L’Oréal será feito em dinheiro após a conclusão da transação, de acordo com a empresa. A prioridade deve ser o pagamento de dívidas caras e denominadas em dólares.
A notícia de que um acordo entre a Americanas (AMER3) e os bancos credores está próximo é um dos destaques desta terça; saiba mais.
O preço será pago no fechamento da transação, esperado para o terceiro trimestre de 2023 e sujeito a aprovações regulatórias usuais. A agência disse, citando fontes, que o acordo não deve acontecer ainda nesta semana. [Aesop](https://www.moneytimes.com.br/tag/aesop/) foi avaliada em US$ 2,52 bilhões no acordo, segundo a Natura. [Americanas](https://www.moneytimes.com.br/tag/americanas/) ( [AMER3](https://www.moneytimes.com.br/cotacao/amer3/)) e os bancos credores está próximo e o anúncio de que a [Natura&Co](https://www.moneytimes.com.br/tag/natura/) ( [NTCO3](https://www.moneytimes.com.br/cotacao/ntco3/)) assinou um acordo vinculante com a L’Oréal para a venda da [Aesop ](https://www.moneytimes.com.br/tag/aesop/)são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (4). [disse a Americanas em comunicado assinado pela diretora financeira Camille Loyo Faria.](https://www.moneytimes.com.br/americanas-amer3-esta-proxima-de-acordo-com-bancos-diz-bloomberg/) [Jorge Paulo Lemann](https://www.moneytimes.com.br/tag/jorge-paulo-lemann/), Marcel Telles e Carlos Sicupira apresentaram uma nova proposta que pode significar uma injeção de capital de até R$ 12 bilhões faltam alguns detalhes para o fechamento do acordo, segundo a Bloomberg.
SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Natura&Co disparavam mais de 7% nesta terça-feira, após a companhia assinar acordo vinculante para a venda da marca ...
Também afirmou a jornalistas que a empresa não estava considerando novos desinvestimentos ou novas aquisições. Em teleconferência sobre o acordo, o presidente-executivo da Natura&Co, Fabio Barbosa, disse que a empresa agora está focada em uma alocação disciplinada de capital. SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Natura&Co disparavam mais de 7% nesta terça-feira, após a companhia assinar acordo vinculante para a venda da marca australiana de produtos para pele e cabelo Aesop à empresa francesa de cosméticos L'Oréal por 2,53 bilhões de dólares.
Mas nem todo mundo está satisfeito. Alguns gestores comprados no papel acham que a transação foi um erro estratégico. “Eles venderam o que estava indo bem, o ...
“O ativo bom que sobra é a Natura na América Latina, mas que é um negócio já maduro e com um crescimento limitado.” Já a The Body Shop era uma marca declinante da L’Oreal que eles compraram em 2017 e que nunca conseguiram fazer o turnaround,” disse o gestor. “Eles venderam o que estava indo bem, o melhor ativo da companhia,” disse um dos gestores. A alavancagem estava um pouco alta mas era perfeitamente administrável.” “A Aesop era um ativo maravilhoso e a empresa não precisava vender,” disse ele. Ia levantar menos dinheiro, mas conseguiria reduzir um pouco a alavancagem e ficava ainda com um negócio bom, de alto crescimento.”
A venda da Aesop era esperada pelos analistas, que veem a oportunidade da Natura desalavancar e focar em negócios mais rentáveis.
As ações da Natura caíram 51,2% nos últimos 12 meses, saindo de R$ 27,79 para os atuais R$ 13,57. Os analistas afirmam ser necessário esperar para entender se a empresa terá ganho de capital com a transação e qual será o foco adiante. A expectativa do Goldman e do BBA é de que a Natura pague toda a sua dívida antecipadamente após a conclusão da transação, “o que sugere um potencial positivo para o resultado final [da venda]”.
Mercado reagiu de forma mista ao anúncio da venda da Aesop, até então a marca mais rentável do Natura &CO - o que esperar da transação?
“A empresa tem dívidas de curto prazo que são muito caras, e dívidas de longo prazo que são mais baratas. Essa dívida de curto prazo deve pressionar muito o fluxo de caixa da companhia no dia a dia. A venda da Aesop deverá ser concluída apenas no 3T23, quando a companhia poderá destinar o dinheiro ao pagamento de passivos e programar os próximos passos. Um outro ponto positivo é o ganho de capital expressivo que a Natura teve com a Aesop como investimento. A dívida bruta da Natura é estimada em R$ 13,4 bilhões de reais. A venda corresponde a mais de 70% do valor de mercado da Natura, que fechou a última segunda-feira (3) valendo R$ 18 bilhões.